Apresentação

Faz tempo em que a base para se estabelecer relações comerciais reduzia-se à troca de mercadorias essenciais: um peixe por um punhado de sal. Hoje, a experiência comercial ampara-se em trocas muito mais complexas, com papéis e procedimentos rigorosamente definidos. Enquanto o mercado evolui, algumas empresas insistem em permanecerem na época do escambo. Estabelecer troca de informação e conhecimento entre consumidores e o mercado é a finalidade desse blog. A Comunicação e a Palavra - munidas da força e alcance da Internet - como elemento de transformação e positivação das práticas comerciais.


quarta-feira, 6 de abril de 2011

Time´s UP! O Consumidor se Profissionalizou


Casos de consumidores insatisfeitos que se utilizam da Internet e das Redes Sociais para expressar o seu descontentamento são cada vez mais recorrentes.  Cito o episódio mais recente da Renault Brasil que teve a sua credibilidade colocada em cheque pela ação de uma consumidora que apelou para a criação de um site batizado sob o constrangedor domínio #meucarrofalha e um perfil homônimo criado no Twitter.  Casos como esses sempre existiram e os canais tradicionais para absorver tais reclamações também.  No entanto, há uma mudança fundamental a ser observada: o consumidor se profissionalizou.   E o mercado? As empresas? Estão preparados para acompanhar essa evolução?

Time´s up! Não há mais como protelar. A mudança é irreversível e concreta, ganha forma e consistência à medida que a incidência dos casos como o citado acima crescem e alcançam maior projeção na mídia online. Isso tem provocado uma corrida desenfreada das empresas no sentido de buscar respaldo no meio, criando os seus perfis e participando de alguma maneira dessas representações dos seus públicos nas redes sociais. O saldo gerado pelo entendimento tardio desse contexto não tem sido positivo.  Na maioria dos casos, essa aparente abertura tem sido feita de forma equivocada, desarticulada e inconsistente.

A chave para o sucesso de uma estratégia de ingresso das empresas no ambiente das Redes Sociais passa necessariamente pelo aculturamento dessa nova mentalidade que norteia o ambiente da tão falada “nova internet”, que se ampara no conceito de compartilhamento e na valorização do aspecto social – motor de toda essa transformação. Os players dessa nova configuração, a exemplo do Facebook, Twitter e Google, estão se articulando e ganhando força ao fomentar essa transformação e retroalimentar o processo com seus produtos, serviços e soluções em tecnologias sociais. Quem vai querer ficar de fora?

E na sua empresa, no seu ambiente de trabalho, como se dá a apropriação das Redes Sociais e como é feio o uso pessoal dessas ferramentas?

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