Apresentação

Faz tempo em que a base para se estabelecer relações comerciais reduzia-se à troca de mercadorias essenciais: um peixe por um punhado de sal. Hoje, a experiência comercial ampara-se em trocas muito mais complexas, com papéis e procedimentos rigorosamente definidos. Enquanto o mercado evolui, algumas empresas insistem em permanecerem na época do escambo. Estabelecer troca de informação e conhecimento entre consumidores e o mercado é a finalidade desse blog. A Comunicação e a Palavra - munidas da força e alcance da Internet - como elemento de transformação e positivação das práticas comerciais.


quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Coletivo Criativo: as Redes Sociais como mecanismos de aglutinação


As redes sociais cumprem uma importante função do entretenimento contemporâneo: compartilhar. Melhor dizendo, o compartilhamento tornou-se uma atividade de entretenimento atual.  Por isso compartilhamos informação, fotos, vídeos e todos os outros tipos e formas de conteúdos possíveis. De intimista, solitária e despretensiosa no primeiro momento, a cultura digital transmutou-se em cultura da participação – colaborativa, solidária e efetiva, graças às redes sociais.

É bem verdade que a cultura digital também atende à necessidade do homem moderno de criar válvulas de escape da realidade sob o manto de subterfúgios virtuais. Mas o próprio comportamento dos internautas se incumbiu de dar um novo sentido – especialmente às atividades realizadas em grupo.  Isso caracteriza o seu atual estágio; a Web 2.0 – no qual o colaboracionismo é um elemento motriz. Para Clay Shirky, especialista em internet e autor do livro A Cultura da Participação, a tecnologia e as redes sociais permitiram um novo advento social: o excedente cognitivo. Segundo Shirky, as pessoas estão transformando o tempo ocioso em produto coletivo – ativados pelas novas formas de mídia. 


Definitivamente, uma mudança fundamental no modo de conceber e usufruir a internet e o ciberespaço está em curso e isso ajuda a entender a evolução do próprio meio. Estamos percebendo que não há como simplesmente dissociar o mundo virtual do real – mesmo porque, estamos em permanente trânsito – rumo à ubiqüidade, cada vez mais, permanentemente conectados.  A apropriação das mídias sociais como ferramentas para coordenar ações, eventos, protestos, enfim a mobilização de um grande número de pessoas em torno de um objetivo comum, é o que as conferem vida – tornando-as elementos indissociáveis da nossa realidade.
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2 comentários:

Alberto disse...

Isso está tão inserido no cotidiano das pessoas que elas acabam socializando objetos e lugares, através dos curtis no facebook, com relação a uma marca de roupas, por exemplo, ou os diversos check-ins do 4sq em um determinado lugar.

O princípio da colaboração nas redes sociais parte exatamente desse comportamento: socializar coisas, não só as pessoas.

Fernando Rêgo disse...

Perfeito, Alberto: compartilhamos para socializar, em 360! Ou será que socializamos para compartilhar? No contexto, não muda muita coisa. Abrs!